TV Record é condenada por racismo e terá de transmitir programas sobre religiões de matrizes africanas

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A decisão chega 15 anos depois de ação do Ministério Público, Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-brasileira (Itecab) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (Ceert). O acordo foi homologado pelo Tribunal Federal da 3ª Região (TRF3) e prevê direito de resposta de 20 minutos cada em quatro programas de televisão.

O MP salientou que os quadros apresentam elementos de “intolerância religiosa em pleno espaço público televisivo contra as religiões afro-brasileiras”.

Edir Macedo é autor do livro, ‘Orixás, Cablocos e Guias: Deuses ou Demônios?’

O processo foi movido por causa da veiculação de programas ofendendo religiões de matriz africana em quadros como “Mistérios”, “Sessão de Descarrego” “Orixás, Cablocos e Guias: Deuses ou Demônios?”.

O documentário Nosso Sagrado, que você pode saber mais aquiprotesta contra a omissão do Estado.

A Record tentou recorrer, mas já havia sido condenada pelo TRF3. O acordo foi firmado antes do processo chegar em Brasília. Ficou estabelecida a veiculação de quatro (antes eram oito) programas, todos na Record News (TV Record fica de fora). O grupo de comunicação terá que pagar indenização de R$ 600 mil. R$ 330 mil ao Itecab e R$ 270 mil à Ceert.

A produção do conteúdo fica a cargo das duas entidades vítimas das ofensas, mas quem paga é a Record. Os programas devem ser exibidos no segundo semestre.

 

 

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