Por que pessoas inteligentes temem a verdade

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Por que pessoas inteligentes temem a verdade?

Hoje, gostaria de retornar à sua consciência um aspecto da condição humana que barganha com a incerteza e encontra consolo na negação. De vez em quando, precisamos lidar com uma verdade desagradável que gostaríamos que fosse embora. Às vezes a verdade pode ser muito chocante e nos encontramos inadequadamente preparados para lidar com isso. É quando a negação chega ao resgate – e o que não pode ser negado pode sempre ser racionalizado. A prisão pela lógica é o grande vilão atual das massas.

Talvez tenhamos como certo nosso dom de expressão e capacidade de interagir em um mundo tão complexo. É uma coisa maravilhosa mesmo. Nossa curiosidade e apetite por aventura são temperados apenas pelo medo da morte. Nós nos imaginamos como seres intrépidos dispostos a enfrentar qualquer caminho e enfrentar o grande desconhecido. Seja como for, existem limites. Há lugares onde até mesmo os mais corajosos não ousam se aventurar.

Nos parágrafos seguintes, pretendo “usar” com um par de sapatos caro, lindo e cobiçado, mas que são muito apertados. Você vê que eles são elegantes, e dão uma boa impressão. Assim sendo, a bolha que se forma no meu dedão do pé não tem importância. Eu só preciso me convencer de que sou eu e não o sapato que é o problema. Como de costume, vou colocar meu “melhor rosto” e vou para a festa assim mesmo…

 

 

Ignorância é uma benção

À medida que caminhamos nesta luz da consciência, nos encontramos em um estreito caminho logo acima das águas agitadas da dúvida e da confusão. Se cairmos nestas marés tumultuosas, corremos o risco de sucumbir às suas correntes frias e implacáveis. Mas há momentos em que preferimos pular nelas do que confrontarmos uma verdade assustadora que acena diante de nós. Quando a verdade é mais assustadora do que a mentira que a oculta, a negação pode se tornar um lugar de refúgio bem-vindo.

Estamos cientes de que pular fora não resolve nada. O que vai fazer é proporcionar uma oportunidade para evitar algo que realmente não queremos enfrentar. Então mergulhamos no abismo rodopiante e descartamos o assunto como algo sem esperança e sem solução. Nós nos lavamos em algum lugar falso e confortável que se agarra às margens escorregadias da evasão. Feliz por olhar e ver que isso (a verdade) ficou para trás, fazemos um voto para nunca mais passar por esta situação. E ainda assim, a memória permanece nela.

Evitar a verdade não é tanto uma função da ignorância ou da inteligência, mas sim do condicionamento e programação. Ser capaz de nos convencermos de que uma verdade pertinente não é relevante nem importante é uma façanha digna de nota 10. Todos nós fomos educados sobre como fazer exatamente isso . Nos foi dito repetidamente em nossas vidas de como pensar e em que acreditar e assim torna-se um tanto natural impor estes mesmos créditos sobre nós mesmos. Se algo parece ser muito perigoso para se lidar, nós simplesmente o rotulamos como tal e evitamos a todo custo.

Muitos de nós preferimos admitir que o “sapato” se encaixa super bem, e assim tudo se torna muito mais fácil. Então, ignoramos as sensações indesejáveis ​​e continuamos fingindo mais uma vez que somos uma alma intrépida e plena. Se algo não corresponde às nossas sensibilidades e expectativas razoáveis, somos rápidos em descartá-lo e ignorar com extrema relutância. Para aqueles que decidem aceitar uma verdade difícil,  são estes divididos por decisões e correm o risco de mudar a maneira como veem o mundo. Para alguns, isso pode criar uma mudança de paradigma ou um despertar. Eles podem começar a questionar tudo o que eles consideravam como verdade. Tudo ficaria então sob dúvida e escrutínio. Quantas pessoas estão realmente dispostas a perturbar o proverbial carrinho de maçãs a este ponto para ter um vislumbre da verdade amarga?

Eu acho que este número é para poucos. A maioria prefere aceitar o status quo e não fazer mudanças em seu mundo perceptivo. Existem razões lógicas para isso e eu seria desafiado a disputar essa mentalidade. Mas a verdade tem um jeito de se ancorar profundamente em nós mesmos quando vem sem ser convidada. Quer gostemos ou não, a verdade é a verdade, como o sol que nasce todas as manhãs.

Ser ingênuo e inconsciente pode ser uma qualidade bem-aventurada. Mas isso não representa quem e o que somos. Se somos de fato as intrépidas almas que nos imaginamos ser atualmente, então há muito que possamos fazer. Temos mentes poderosas e uma vontade ainda maior, por isso estamos muito preparados para lidar com as questões mais difíceis. Viver em negação ou racionalizar nosso medo não oferece remédio final e efetivo para este problema. Estamos apenas saltando de maneira covarde para as águas escuras da evasão, onde encontramos outros “nadadores” rebeldes e cegos que também estão lutando para se manter nesta superficialidade confortável.

Ruptura e desgosto

Ninguém quer enfrentar um rompimento. Em nenhum lugar isso é melhor exemplificado do que em um relacionamento conturbado. Se, por exemplo, alguém suspeita que o outro é infiel, há vários caminhos que estes podem escolher. A negação é certamente uma delas. É muito mais fácil se convencer de que não há problema, mesmo quando evidências convincentes sugerem provando o contrário. Em vez de mergulhar mais fundo na questão, alguns escolherão simplesmente continuar como se não houvesse problema algum.

No final, isso não serve para ninguém. Quando duas pessoas estão apaixonadas, um vínculo intuitivo é formado. Se o vínculo se quebrar, o relacionamento também vai. Por mais doloroso que isso possa ser, ele também oferece uma oportunidade para se redescobrir, seguir em frente e crescer a partir da experiência. Ao negarmos que o vínculo seja cortado, estaremos nos condenando a viver uma vida de mediocridade, amor superficial e promessas vazias. Mas, poxa vida, não importa, afinal, esses sapatos não são ótimos! ¬¬

Às vezes nos sentimos intimamente e fortemente ligados a uma instituição ou crença. Se amamos, por exemplo, o nosso país ou religião, então provavelmente só vemos as coisas boas sobre isso. Nós não queremos saber sobre o lado negro. Isso não é importante. “Mais torta de maçã e sorvete por favor”. Ah, uma vida tão boa. Se e quando for apresentada uma verdade incômoda, muitos simplesmente a descartarão imediatamente pelo desconforto que ela cousa. A mentira que eles acreditam é mais atraente do que a verdade que eles receberam. Na conversa, eles podem oferecer um conteúdo superficial e fingir interesse, mas quando isso se resume a totalidade, eles não se importarão com essa verdade que você traz. -É água debaixo da ponte para eles – Preferem olhar com as próprias perspectivas e transformá-la na mesma água em que eles nadam. independente de quão bizarro isso seja.

Pode ser doloroso de fato quando se percebe que instinto no qual eles tão ardentemente acreditavam não ser o que eles achavam que era. Agora, ao nos aproximarmos do aniversário dos trágicos acontecimentos de 11 de setembro, por exemplo, nossa sensibilidade e nosso conhecimento intuitivo estão mais uma vez se sentindo desafiador. Há muitas “verdades” que as pessoas rejeitaram porque estas desafiam tudo o que elas mantêm anteriormente. Sim, e assim uma vida de mediocridade e ilusão é escolhida acima da realidade. Mais torta de maçã e televisão, por favor!

Xadrez e dedução

Houve uma época em que eu era um ótimo jogador de xadrez. Não pretendo tocar meu próprio chifre, mas raramente fui espancado. Mas isso foi há um tempo atrás e a maioria dos jogadores de nível estadual certamente me faria comer minhas palavras junto com meu chapéu de papel alumínio. Dito isto, conheço as regras do jogo e como jogar para ganhar.

O xadrez é um jogo de estratégia. Um jogador especializado utiliza muitas táticas que vão desde a lógica e dedução ao engano. Um dos meus melhores movimentos com jogadores menos experientes foi fazê-los pensar que eu não sabia o que estava fazendo. Eu costumava chamar isso de manobra “Colombo” depois do show de detetives dos anos 70. A decepção é um aspecto interessante para o jogo. Às vezes eu deixaria minha rainha como um ardil. Apenas um imbecil perderia a rainha no início do jogo. Mas você tem que desistir de algo realmente bom para fazer o truque funcionar com eficácia.

O poder do (querer ser) dos mestres jogadores de xadrez é altíssimo, já “eu” sou humilde e ficarei chocado com seus métodos. Eu penso estar fazendo um jogo agressivo – mas tudo o que quero e penso é derrubar o “rei” do meu oponente de sua pequena praça maçônica. Os jogadores mestres são pacientes e vão pensar muito e duramente entre cada movimento. Eles raramente cometem erros. Todo movimento tem propósito e significado. Às vezes, eles também sacrificam uma grande figura no quadro para levar adiante seu plano.

Quando eu reflito sobre muitos eventos acontecidos e que ainda acontecem no mundo, como, por exemplo, o de 11 de setembro, vejo muito xadrez sendo jogando. Este e muitos outros foram um jogo cuidadosamente orquestrado de fato. E enquanto eu não estiver preparado para apontar os dedos para qualquer grupo ou organização em particular, eu estou ciente das peças “sacrificiais” que foram colocadas em jogo. Eles não eram rainhas ou cavaleiros, peões ou gralhas – neste caso, eram arranha-céus. Um jogador de xadrez não pode enganar o outro. Seja em um tabuleiro ou jogado na vida real, conheço esses movimentos a uma milha de distância. Mas nem todas as peças caíram como deveriam. Algo deu errado. Houve uma peça que ficou sozinha e teve que ser retirada do tabuleiro de uma forma muito ousada, inexplicável e autodestrutiva. Isto equivale no xadrez como movimento ilegal de simplesmente pegar a peça do tabuleiro como uma criança frustrada poderia fazer e movê-la de maneira displicente. Ah sim, ai pode!

Pensamento final

Quem entre nós não despertou para estas manobras? Eu lhes pergunto e me pergunto. O que mais alguém precisa para despertar? Derrubaram em nossa frente para todos verem, para testemunhar e compreender. Quarenta e sete anos de construção excepcional, metal e concreto, sucumbiram em um simples incêndio – dizem eles. Oitenta e uma colunas verticais, quarenta e sete perfeitas estruturas de aço, caíram em seus pés em apenas 6,5 segundos. Tudo perfeitamente normal, é claro, assumindo que as leis da física e da razão não se aplicam nisso se de fato tivesse sido “acidente”. O Edifício 7 do World Trade Center deve ressoar no núcleo de todos e de cada um de nós ao arredor do mundo como uma das maiores farsas já articuladas. Se isso não acontecer, talvez a mentira tenha obtido o melhor de cada um de nós. Os sonâmbulos preferem pular na água turva do que enfrentar uma verdade dessa magnitude. Eu lhes ofereceria um corre-mão de segurança se pudesse, mas parece que prefeririam mergulhar em seu mar de mediocridade e indiferença. E é assim – e assim seja.

Eu não posso viver nesse mundo de faz de conta. Como tantos outros, fui abordado pela verdade e descobri que a verdade tem de fato essa qualidade mágica de nos libertar. É pequeno o preço pago para nos libertarmos de uma falsa realidade tão angustiante e amarga. E assim que eu pego os fragmentos de tantos eventos misteriosos, paro e reflito sobre o significado de cada um deles. A queda das torres gêmeas dos EUA ressoaram de uma forma diferente, foi uma maneira que serviu para muitos abrirem os olhos para uma realidade possível e diferente nos ímpetos mais profundos de interpretação.

E ainda há aqueles com admirável inteligência que ainda não podem ver ou não querem ver. Seu paradigma simplesmente não permite isso. Mas até que ponto isso me afeta? Pois a omissão do meu semelhante pode me afetar sim. Esta não é apenas uma batalha enraizada na ciência e na lógica, mas sim no coração, mente e consciência da humanidade. Os “não-videntes” parecem se esquivar do dever de um Humano iluminado. Entrar na água e chegar até a ilha, pois somente assim será possível avistar o continente. Somente assim ouviremos a chamada da trombeta para acordar! Nós simplesmente esquecemos como muitos “eventos” acontecem e somem diante de nós como simples “acidentes ao acaso”?

Eu decidi tirar os sapatos caros e populares porque a dor estava ficando insuportável. Parece que eu comecei, assim como a maioria, através de uma moda passageira, mas felizmente consegui mandá-la embora! Todos neste caso que tirassem estes bonitos e desconfortáveis sapatos, poderiam se deliciar com a experiencia de ficarem descalços e livres. Seus pés os diriam:  “livres” e é claro que é exatamente o que eu gosto de dizer. Agora eu lhe pergunto: Você é livre o suficiente?

 

Luz pra nós!

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Rogerio SouzaAdmin bar avatarPedro SaintsAriel dos SantosRafael Isaac Franchini Recent comment authors
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Rogerio Souza

Sem duvida uma boa pergunta. Os que criam sua identidade baseado no que construiram no teatro, reputação, auto imagem, heteroimagem, se tornam escravos, viciados dependentes do sistema de coisas e aparencias. Pra nós tudo é muito simples, tudo se resume à verdade. Nos rendemos. Quem nao tem mais nada a perder tem tudo a ganhar.

Josimar Lima
Editor

Nossa wue incrivel analogias e reflexões!
O ego presente sempre tentando se manter no alívio e faz de tudo pra estar nele .
Ai a coerência lhe posiciona !

Sayler Céfas 666
Membro

Pois as pessoas acabam definindo o arquetipo de inteligência com as informações do teatro filtradas pelo sistema

Nessa mentira as pessoas construiram toda sua base de alívio e dor
Sendo assim qualquer coerência q desmonte o teatro ilusório delas
Acaba dissolvendo suas visões de mundo!
E dissolvendo aquilo q elas pensam q são!

E por medo de perde o pouco de alivo q elas tem
Acaba sendendo p sistema e se fechando p o mundo!

Miryam Yoshiko

Ótima matéria reflexiva. A verdade dói como uma flecha que atravessa o peito, por isso muitos preferem permanecer na zona de conforto.

Samuel Rodrigues
Membro

São muitos anos na caverna, seus olhos vão arder com a luz, mas esta mesma luz vai te abraçar e te confortar! Pra isso é necessário caminhar em direção á ela rumo a liberdade. Linda reflexão! Luz p’ra nós

Membro

Excelente texto! De leitura muito envolvente, uma ótima reflexão sobre o encontro com a verdade e nossa zona de conforto. Grata mestre!

Freit EDL
Membro

Ótimo texto!!

“Ele apanha os sábios nas próprias artimanhas deles”

Priscila Ferreira dos Santos
Membro
Priscila Ferreira dos Santos

Perfeita a analogia dos sapatos! Esse texto falou muito comigo pois me encontro exatamente nesse momento. Profundamente agradecida pela oportunidade de reflexão que teu texto me gerou.

Rafael Isaac Franchini
Membro
Rafael Isaac Franchini

Excelente texto !, bastante reflexivo, o encontro com a verdade dissolve a Matrix e faz sangrar os sonhos ilusórios do teatro. Infelizmente muitos preferem vestir as suas máscaras e prosseguir na mentira à ter que sair da zona de Conforto, ter diante dos seus olhos tudo que se construiu vir a ruínas e que foram enganados, ergueram suas casas na areia como disse Jesus em uma parábola.

Ariel dos Santos
Membro
Ariel dos Santos

Muito bom, gostei da comparação do xadrez com o cenário do teatro global, realmente interessante. E o pior ao meu ver é que não apenas esse acontecimento, como tantos outros, muitas pessoas veem que tem armação, mas seguem a vida normalmente, como se fosse normal ou admissível esse tipo de coisa acontecer, transformaram o bizarro,o podre em algo normal aos olhos de (quase) todos.

Pedro Sora
Editor

olha que sincronicidade a igreja na hora que estava lendo cantando ” Eu sou livre”

mas que excelente post mestre!

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Membro
Henrique Barboza Vaz

Muito interessante, luz pra nós!