O XAMANISMO ARCAICO

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A raiz da palavra xamã deriva da língua dos povos Tugus, da Sibéria, adotada amplamente pelos antropólogos para se referirem a pessoas de uma grande variedade de culturas arcaicas, que antes eram conhecidas por: pajés, curandeiros, magos, videntes. Embora nem todo vidente, curandeiro, mago ou pajé, seja um xamã.

“Arcaico” vem do grego e significa “de época antiga”. Aponta a anterioridade e a antiguidade de um princípio inaugural de experiência humana.

Conhecer a história antiga da terra é conhecer a própria história, sendo assim de vital importância para o Brasil preservar o conhecimento xamânico como parte da estrutura genética, pois o saber herdado faz parte do conhecimento do ser e atua vivo na memória genética até os nossos dias.

O desejo constante de alcançar a ARTE do saber e da beleza reflete-se hoje em Brasília, a capital do Brasil, profetizada muito tempo antes de sua construção por Dom Bosco na Itália, considerada pelos latinos como a cidade moderna mais mística da América Latina. Possui inúmeros TEMPLOS de todas as denominações religiosas possíveis (os cultos holísticos são os mais apreciados), destinados a um povo de várias origens; mesmo que professem socialmente credos radicais, no inconsciente coletivo, ainda estão presentes as crenças vindas da África e da Floresta.

A Floresta Amazônica é um LIVRO DE FOLHAS SOLTAS e deve ser lido, pois é nela que estão, não só a mais rica reserva biológica do planeta Terra, mas a nossa história ancestral, ainda existem povos indígenas que não foram contatados pelo homem urbano. No Brasil convivem atuando na mente de seu povo o ultramoderno e o arcaico, exigindo hoje que se criem soluções inteligentes para esta realidade social.

A prática xamânica se deu pela primeira vez nos seres humanos antes mesmo que o homem primitivo dominasse completamente a palavra, usando somente vogais. Por esta razão uma das características desta arte é a poesia cantada, que marca a oralidade da própria concepção da linguagem poética, presente tanto nas canções dos velhos xamãs como nos templos de Apolo.

Os Xamãs sabiam que a palavra cantada tem um sentido de presentificação, tornando possível romper os limites de suas possibilidades físicas de movimento e visão, entrando assim em contato com novos fatos e mundos, que tornavam-se audíveis, visíveis e presentes através do poder de seu canto.

Estabeleceram pelo poder da palavra, uma relação sutil em diversos planos, entre o nome e a coisa nomeada, trazendo a própria presença dos níveis de consciência que reportam para o princípio da Criação, onde tudo é paz.

Com a comunicação telepática entre os seres imateriais, chega-se á transcendência. No decorrer do tempo é possível dominar este processo, tornando o caminho um conjunto de várias artes como: a competência de curar, de operar milagres, a poesia, a musica, a filosofia, envolvendo também a função sacerdotal e a mística.

Na Cultura Xamânica não há qualquer distinção entre valor de ajudar os outros e ajudar a si próprio, resultando numa grande aventura mental e emocional onde todos os presentes ficam envolvidos em transcender a noção normal e comum que têm acerca da realidade (pois sentem que oque acontece a UM reflete no OUTRO, gerando uma grande reação em cadeia) Variando de acordo com o indivíduo, assim como no mesmo individuo, em ocasiões diferentes.

No entanto, O Conhecimento Xamânico só pode ser adquirido através da experiência individual, sendo necessário aprender os métodos a fim de utiliza-los.

Existem apenas duas vias, e no Brasil estas duas vias são muito claras, com trajetórias muito distintas, sendo as vias do Xamanismo Clássico & do Xamanismo de Planta de Poder.

O Xamanismo Clássico vem de lugares onde a floresta não é tão fechada como a Floresta Amazônica, mais perto do mar, das montanhas. Seu uso no meio indígena é milenar, e sempre voltado para as soluções de doenças e problemas psíquicos dos nativos, mesmo nas tribos onde o pajé usa alguma planta de poder. O mesmo não se dá com o resto do povo ali existente, é algo mais restrito e muitas vezes secreto, somente nisso difere dos Xamãs da floresta.

A organização consiste em vários Xamãs pajés da mesma tribo, de diferentes idades e graus de sabedoria. Em geral eles são guardiões das músicas e das histórias passadas de geração para geração, sobre o nascimento de sua raça.

O pensamento Xamânico se introduziu no sistema urbano a partir da entrada de pesquisadores na floresta, levando o telégrafo. Como foi o caso do Marechal Rondon, no ciclo da borracha na época de Getúlio Vargas. Este fato não foi de todo tranquilo, causou espanto e surpresa naqueles que se viam chamados para estas práticas, que até então não faziam parte de seu cotidiano de educação européia. Ao mesmo tempo em que os xamãs nascidos na Floresta e nas montanhas se viam compelidos a estudar e aprender as artes alternativas de cura, como os idiomas modernos, para falarem em conselhos internacionais de Xamanismo.

Este é realmente o maior fenômeno dos últimos tempos nesta área do Saber: a integração natural das culturas modernas e arcaicas. E o mais fantástico é que sempre foi, devido á imensa capacidade de adaptação e aprendizado. não sendo rígido como o conhecimento de nossos antepassados europeus.

Texto retirado da obra ‘XAMANISMO A Arte do Êxtase‘ de Ana Vitória V. M.

Nota do Editor: Apesar do tema ser  transmitido dentro do paradigma material (paradoxalmente), ao ser apresentado já vai dissipando algumas nuvens de ignorância que pairam sobre o assunto.

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Leandro de Oliveira QuantumMarcio Alves Otero Barco JuntorMárcio Henrique Brito Vieira Recent comment authors
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Ótimo post!! Muito bom

Marcio Alves Otero Barco Juntor
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Marcio Alves Otero Barco Juntor

Viva ao mestre Renam, primeira energia xamã do Reino de Deus!

Leandro Quantum Oliveira.
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