O flautista de Hamelin

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Muitos pensam que é uma lenda. Alguns mais ingênuos pensam que é só um simples “conto de fadas”.  Será?

A história do flautista de Hamelin :
Para os que não conhecem a fábula, ela se passa no ano de 1284 em uma pequena cidade chamada Hamelin, na Baixa Saxônia, atual Alemanha. Esta cidade estava enfrentando um sério problema com ratos. Uma infestação sem precedentes na qual os camundongos se multiplicavam sem controle ao ponto de entrar nas casas, devorar a comida causando sérios danos e contratempos a todos habitantes.

É então que chega a Hamelin um flautista vestido com uma capa e trajes coloridos. O artista viajante promete se livrar dos ratos em troca de uma enorme recompensa. Os cidadãos concordam com seus termos sem esperar que ele vá ter sucesso onde tantos exterminadores falharam. Mas eles estão enganados! Usando sua flauta, o sujeito consegue atrair os roedores através da música e os leva para fora da cidade, conduzindo-os para o Rio Weser da cidade onde eles se afogam.

Apesar de obter sucesso, os poderosos da cidade deram uma de malandros. Voltaram atrás na promessa feita e recusaram-se a pagar o “caçador de ratos”, afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O flautista então é expulso, e jura vingança.

Enfurecido, o homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo desta vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes e repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.

flautista de hamelin

E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança…

Numa das versões contadas, que surgiu provavelmente na Idade Média, nos territórios que formariam a Alemanha, o final é simbolizado: após levar o calote, o flautista atrai as crianças para um rio, no qual elas morrem afogadas…

Apenas trés crianças sobrevivem: uma cega, que não consegue seguir o flautista e se perde no caminho; uma surda, que não consegue ouvir a flauta, e uma deficiente, que usa muletas e cai no caminho.

Há várias teorias sobre o que o flautista de Hamelin simbolizaria nas narrativas orais antes de virar uma história para crianças. Para alguns, ele seria a representação de um serial killer, para outros uma metáfora para as epidemias que dizimavam populações, como a peste, e para muitos remetia ao processo de migração para colonizar outras regiões da Europa.

É certo que grandes tradições orais como esta vão migrando com o passar dos anos. Histórias trágicas podem ir ganhando contornos de fábula, adquirindo cores de fantasia.

Estranhamente, a cidade de Hamelin na Alemanha ostenta uma inscrição nas paredes, datada da idade média que confirma o desaparecimento de todas as crianças da cidade (que oficialmente esta em luto por elas até hoje):

A inscrição gravada em pedra está embutida no alto, na lateral deste prédio no centro histórico da cidade

 

A Casa The Pied Piper recebeu o nome de uma inscrição no alto do lado direito da casa, referindo-se à perda dos filhos de Hamelin. A inscrição traduzido diz:

AD 1284 – no dia 26 de junho – dia de São João e São Paulo 130 crianças – nascidas em Hamelin foram levados para fora da cidade por um flautista vestindo roupas multicores. Após passar pelo Calvário, perto da Koppenberg eles desapareceram para sempre”.

 

Há quem pense que essa história foi inventada pelos irmãos Grimm. Mas não foi. Essa história já era conhecida muito antes dos Grimm começarem a compilar o folclore da época e publicar na forma de contos e fabulas para adultos e posteriormente crianças. O núcleo da história, ao que parece, indica apenas o flautista levando as crianças da cidade embora.

Todo o resto serve para decorar isso, de modo que a história se construiu ao longo dos anos, ao contrário. Havia apenas o final, era um episódio estranho, misterioso e também trágico. Esse episodio ganhou detalhes para virar uma fábula.
As primeiras referências descrevem somente o flautista com roupas estranhas e multicoloridas. É importante este detalhe, porque ele revela uma figura completamente distinta do que havia na época.

Esse sujeito usa o instrumento e leva as crianças da cidade para longe, para nunca mais voltar. O museu local de Hamelin exibe com orgulho os sapatinhos de couro das crianças desaparecidas.
Foi no século 16, que a história foi expandida em uma narrativa completa, onde o flautista misterioso se torna um caçador de ratos contratado pela cidade para levar embora os ratos para longe com sua magia da flauta.

Quando os cidadãos se recusam a pagar por este serviço, ele revida ativando sua magia sobre seus filhos, levando-os para longe, como ele tinha feito aos ratos.
Foi esta versão da história que mais tarde veio a se espalhar como um conto de fadas. Esta versão também apareceu nos escritos de Johann Wolfgang von Goethe, os Irmãos Grimm e Robert Browning.

A primeira menção da história apareceu num vitral colocado na Igreja de Hamelin em 1300.
A janela foi descrita em várias obras entre os séculos 14 e 17. A igreja porém foi destruída, possivelmente num incêndio, em 1660. Com base nas descrições dos sobreviventes, uma reconstrução moderna da janela foi criada pelo historiador Hans Dobbertin :

Image result for vitral hamelin Hans Dobbertin
Possui a figura colorida do Flautista de Hamelin e várias figuras de crianças vestidas de branco. Este vitral é geralmente considerada como tendo sido criada em memória de um acontecimento histórico trágico para a cidade.

 

O mais antigo registro dessa fábula podia ser encontrado na própria cidade de Hamelin na forma de um vitral construído em 1300 para adornar a igreja local.

Embora esse vitral tenha sido destruído em 1660, existem várias menções a ele que sobreviveram. Um manuscrito presente na coleção de documentos medievais na Biblioteca de Lueneburg (datado de 1440-50) contém o seguinte trecho:

“No ano de 1284, no dia consagrado aos Santos João e Paulo, em 26 de junho, um flautista, vestindo um manto colorido, tocou um instrumento e com sua melodia, encantou 130 crianças nascidas em Hamelin e as levou embora para nunca mais retornar”:

 

Além disso, os registros históricos da cidade de Hamelin já começam com este evento. Um outro registro antigo descoberto nas crônicas da cidade aparece em uma entrada de 1384 que afirma:

“Faz 100 anos desde que nossos filhos nos deixaram”

 

O que há de real nessa história?

Embora muita pesquisa tenha sido realizada ao longo dos séculos, não há explicação para o evento histórico. De qualquer maneira, sabe-se com certeza que os ratos foram adicionadas à história numa versão de 1559 e estão ausentes de versões anteriores.
Quem sequestrou as crianças?

As pesquisas mostram que a história tem um fundo de verdade e este fundo é um sujeito de roupas estranhas portando um instrumento que foi interpretado como sendo uma flauta, levando embora todas senão boa parte das crianças de um vilarejo alemão na Idade Média.
Como isso é possível?

Certamente que músicas mágicas são parte de um imaginário coletivo de muitas religiões antigas. Personagens como Pan, o sátiro, tinha uma poderosa flauta magica com o qual conseguia controlar a natureza.

Como já era de se esperar, em 1556, o papel do flautista é atribuído ao diabo.
Embora pareça improvável à primeira vista, um antigo relato conta que quando o Flautista misterioso surge para levar as crianças, as pessoas estavam “escondidas na igreja”. Esse detalhe persiste e vai aparecer até nas versões dos séculos subsequentes, como os do XIX e XX, quando após darem o calote no flautista que havia resolvido o problema dos ratos, os poderosos se esconderam dele na igreja.

Por que as pessoas estavam se escondendo de um homem forasteiro com roupas estranhas? Não parece suspeito?

Nos dias atuais a cidade de Hamelin utiliza dessa grande história que se formou como foco turístico atraindo pessoas com diversos tipos de arte :

Palco na praça onde se exibe a peça sobre o flautista de Hamelin
Teatro ao ar livre Todos os domingos entre maio e setembro, 80 adultos e crianças de Hamelin vestem suas fantasias e fazem a representação da lenda no centro histórico da cidade. O espetáculo de 30 minutos tem um público médio de mil pessoas.

 

Garrafas de Hamelin
Ratos e “venenos” : Em cada esquina há lembranças das mais variadas para os turistas não se esqueceram da cidade. Hamelin tornou o “caçador de ratos” seu símbolo e a lenda é uma verdadeira mina de ouro. O animal serve de inspiração para os mais diversos produtos: do licor de absinto, chamado aqui “veneno de rato”, ao de ervas, batizado “bebida de rato”, passando por camisetas e artigos de escritório.

 

Prédio antigo em Hamelin
Museu de Hamelin : Acredita-se que as crianças foram jovens convidados pelos nobres para colonizar novos territórios no leste. O museu da cidade documenta o conto com textos históricos e informa sobre a história de Hamelin.

 

Um dos Posts que recomendo onde o mestre Bob explica sobre esses seres místicos :

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Arthur Luighe

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Bruno Bauler
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Luz p’ra nós! Já já irei ler!

Luna Yashiki
Membro

Gratidão, gostei da fábula! Luz pra nós!

Tatta
Membro
Tatta

Sempre li esta história como conto, mas agora, encontrei uma pulga em minha orelha.
Onde será, e para que essas crianças foram levadas?!
Parece ter caroço nesse angu!
Luz p’ra nós.

Michelly
Admin

Luz p’ra nós

Juan
Editor

luz pra nós

Douglas Ceron
Editor

Salve Lu! Luz pra nós!

Luiz Cláudio
Membro
Luiz Cláudio

Luz p’ra nós!

Marcio Alves Otero Barco Jr
Membro

muio interessante o post, em breve teremos flatuas na lojinha do mago 😀

Fábio souza
Membro

Luz pra nós.

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