Israel: O país que liderou o tráfico de bebês nos anos 80

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Uma história que assombra milhares de mulheres brasileiras há mais de três décadas, quando o Brasil proporcionou um escândalo conhecido na época como Tráfico de Bebês – um comércio que exportou especialmente crianças catarinenses e paranaenses, um volume estimado de 10 mil, somente entre os anos de 1985 e 1988.

Geovani Barros de Azevedo, porta-voz da polícia federal no Rio de Janeiro (86) em entrevista disse que as adoções ilegais por estrangeiros tornaram-se um grande negócio onde Europa, Estados Unidos e Israel eram os países que mais buscavam por adoções, principalmente crianças do sul devido sua descendência européia.

Mulheres disfarçadas de assistentes sociais procuravam por mulheres grávidas e as convenciam a entregar seus bebês assim que nascessem. “As mães eram levadas a acreditar que poderiam visitar seus filhos sempre que elas quisessem e que se elas mudassem de idéia mais tarde, ainda poderiam ter seus bebês de volta”, disse Santana, ex-chefe da polícia em Itajaí, SC. Só em Itajaí a quadrilha vendeu cerca de 500 crianças, a maioria para Israel.

Roseli Jorge, uma das mães enganadas, conta: “Eles roubaram a minha filha…Eu quero ela de volta, mas eu nunca vou vê-la novamente.” “Quando eu estava prestes a dar à luz, uma mulher me levou para o hospital e me deu 600 cruzados ($ 43) e uma folha de papel em branco para assinar o que ela disse ser um recibo pelo pagamento. A mulher disse que era uma assistente social e que o dinheiro seria para comprar roupas para o bebê. ”

Roseli deu a luz uma menina de olhos azuis e a chamou de Daniela. Quando ela ia levar sua filha para a mãe, a assistente social pegou o bebê dizendo que o que ela havia assinado era um papel de adoção. Segundo a polícia, Daniela foi adotada por um casal israelense em 1985.

Em junho de 1986, a Polícia Federal invadiu a casa do advogado Carlos Cesário Pereira envolvido no tráfico, uma maternidade e vários pontos secretos em Itajaí, no Sul de Santa Catarina, onde foram recuperadas 20 crianças. Carlos Pereira tinha um verdadeiro exército de enfermeiros, médicos, parteiras, funcionários do judiciário e da imigração, motoristas e compradores de bebês em sua folha de pagamento, que atuavam nos três estados do Sul.

Os casais estrangeiros eram levados para uma elegante casa de campo nos arredores de Itajaí, onde poderiam passar o dia e conhecer os recém-nascidos trazidos de vários locais.

A brasileira Arlete Hilu, também envolvida no trafico, é apontada como líder do esquema. Foi presa duas vezes entre 1980 e 1990, mas passou pouco mais de dois anos na cadeia.

Em depoimento ao Diário Catarinense, em 2012, Arlete relata: – Eles tinham uma intérprete, em Curitiba, uma judia. Ela que conseguiu esses casais, ela que fazia o serviço de colocar casais nos hotéis e depois eu só ia lá para tratar, pois eu não falava hebraico nem nada.” 

Então o Repórter indaga: “Por que Israel?”Arlete responde: – “Não sei. Parece que eles têm um problema, não sei, mas lá é muito comum.”

Mesmo após tantos anos, o que não cicatrizou, foram as feridas abertas nas mães e os estragos na personalidade dos bebês. Em Israel, país para onde foi levada a maioria daqueles bebês. Hoje, muito deles enfrentam profundas crises de identidade. E querem conhecer suas famílias biológicas.

Dana Baranes, 32 anos, um dos milhares de bebês brasileiros que abasteceram o esquema de tráfico, durante sua estadia no Brasil, entre abril e maio, descobriu que todos os documentos que tinha são falsos. Certidão de nascimento e passaporte com os quais chegou a Israel na década de 1980 com poucos meses de vida foram falsificados por uma rede de adoções ilegais. “Aqui no Brasil ninguém conseguiu entender meus documentos. Tudo o que eu levei aos cartórios era falso. Foi como se eu não existisse”, conta Dana.

De acordo com Dana, seus pais pagaram US$ 25 mil (cerca de R$ 92,5 mil) por ela aos intermediadores. Ela afirma que percebeu que poderia ter sido vítima da quadrilha que traficava bebês há um ano e meio, após ver um programa de TV em seu país com um depoimento de uma garota sobre o tema. A mulher havia sido levada do Brasil para Israel por Arlete Hilu, a mesma mulher que levou Dana. Mas o interesse por sua origem surgiu mesmo após o nascimento de seus três filhos de 9, 6 e 2 anos. “Acho que toda mãe quer saber se seu filho está bem.”

No Brasil, Dana visitou Florianópolis (SC) que aparece como sua cidade de nascimento, Rio de Janeiro (RJ), onde sua certidão foi registrada, e São Paulo (SP). Sua primeira visita ao país que nasceu terminou com poucas pistas sobre a história de sua família. Mas Dana conta que ainda tem esperanças e sabe que este é apenas o começo de sua busca. “Talvez alguém reconheça minha foto e venha me ver. Acredito nisso.”

Apesar de já ocorrido alguns reencontros destes casos, ainda são muitos os relatos de mães e familiares que procuram por seus filhos e entes – e virse-versa – nascidos na década de 80 e que acreditam na possibilidade do desaparecimento e adoção dos mesmos ter relação com o tráfico da época. Veja alguns dos depoimentos abaixo:

Você conhece algum destes casos?! Nos deixe um comentário com sua opinião sobre este acontecimento !

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Admin bar avatarJoão PedroPedro SaintsAdmin bar avatarIgor santos Recent comment authors
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Freit EDL
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Esse é o preço para se manterem no topo do mundo fazendo uso da kabbalah, injustiça,malditos sejam!!

Josimar Lima
Editor

Que macaboros .
Sempre dão um fo#&#@ pra tudo pelo dinheiro hipocritas nojentos!

Sayler Céfas 666
Membro

Esses vermes estão envolvidos em tudo que não prestas
Ratos parasitas!

Gracieli Silva Ortega
Membro
Gracieli Silva Ortega

Um verdadeiro filme de terror!
Quando Deus vira uma matemática para os falsos judeus, eles são capazes de fazer qualquer coisa pelo poder.
O Talmud já diz o que os gentios significam pra eles.
E a dor dessas mães…. Nossa!😢

Laura
Membro
Laura

Que absurdo, monstros 🙁

Douglas Ceron
Editor

Nada como uma história regional aqui para movimentar minha rede social! Excelente matéria. Muito impactante. É deste tipo de matéria chocante que a massa gosta então é este lado criminoso judaico que a gente precisa mostrar para elas. Afinal, aqui em nosso portal a gente mostra a verdade e nada mais que a verdade. Doa a quem doer!
Muito obrigado pelo compartilhamento, irmã!
Luz pra nós!

Leandro Quantum Oliveira.

Excelente matéria. Foi fundo.
Assim como podemos prever as estações ou quando um fruto nascerá, assim tbm eles já sabiam que esse O Fruto nasceria aqui.
Pegou a visão e passou a visão.

Ariel dos Santos
Membro
Ariel dos Santos

Boa matéria. Nunca tinha ouvido falar sobre esse tipo de coisa aqui no Brasil, é triste saber esse tipo de coisa, que simplesmente acabam com a vida de uma pessoa para beneficio próprio.

Igor santos
Membro

Absurdo de mais oq esses imbecis fazem

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Taiga

interessante e abominante ao msm tempo

Pedro Sora
Editor

se é pra falar de coisa ruim e não tem judeus no meio… triste pelos bebes e pelas mães

João Pedro
Membro

Tem um Rapper brasileiro, o Eduardo Taddeo, que relata em uma de suas músicas (a mão que assalta o berço – 2014) exatamente isso, como se tivesse acontecido com ele. É chocante, pois sempre quando o assunto é abuso com crianças, no caso recém-nascidos, é de se esperar uma reação abominante. Esse post deixou muito claro o envolvimento dos pilantras com toda essa abominação. Minha opinião quanto a isso é a mesma de qualquer um aqui. Mas nesse caso gostaria de expressar meu sentimento de ódio com ênfase: Morte aos pilantras! E Luz pra nos!

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Henrique Barboza Vaz

É muita maldade!