Imersão na Geometria Sagrada – parte 1

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Imersão na Geometria Sagrada – Parte 1

 

 

Olá queridos irmãos. Este é um texto em forma de narrativa imersiva feito a partir de uma romantização do trecho da Geometria Sagrada do livro Lúcifer. Como as narrativas são longas será dividido em cinco partes, sendo esta a primeira.

 

 

A GEOMETRIA SAGRADA

 

 

Em nossa jornada partindo da referência inicial, como o nosso momento humano atual , viajamos até os confins das estruturas subatômicas. Facilmente observamos um padrão coerente em cada reino que os liga, e os desdobra. Podemos dizer que um reino clama pelo outro acima, assim como também o sustenta.

Para seguirmos numa linha temporal que nos é mais fácil fazer cognição por conta do giro lógico judaico em que nos encontramos, vamos retomar anteriormente à ultima estrutura subatômica conhecida até hoje. Já que agora sabemos que tudo é consciência se movimentando e se procurando, vamos imaginar um momento bem inicial… em que as referências mínimas de desdobramento não existem. Os átomos ainda não se desdobram com a coerência que têm. As partículas ainda não conseguem manter sua estrutura….Vamos viajar bem antes disso. Um tempo e espaço em que a coerência tem sua personalidade mais rudimentar POSSÍVEL. Neste espaço-tempo, não há memória…. não há sonhos….Não há caminho percorrido….Não há sentidos como visão, audição, olfato, tato ou paladar… A consciência está no momento mais próximo da “morte”. Não há ecos que a sustentem… O vazio se torna grande… tão grande que não há nada além dele….

 

Vamos chamar esse momento de ALFA – Neste momento tudo que existe é escuridão. A consciência não se encontra, não reflete sua existência, só sabe que assim existe porque está separada do nada que tudo está em volta. Esse é o momento que o nada a cospe. Podemos desdobrar em verbo este momento como fêmea, círculo, ponto , fogo,  sendo a pura sensação abstrata uma vez que não há lógica palpável. Somente o pensamento e sensação sem coerência para seguir. Existe porque sente, mas não se enxerga. Sente dor, agonia, queima, porque o nada a abocanha, mas mesmo assim não deixa de existir, uma vez que este nada é uma perspectiva dela mesmo.

 

 

Grande mestre Bob Navarro faz o poema deste momento:

 

 

“ Oh Alpha momento primeiro.

 

Se sabes contar sem o um, então podes vê-lo.

 

Lá havia o nada, e o nada era tudo.

 

Eu era tudo, e por isso era nada.

 

Eu via que nada via, e isso era ver.

 

Ver era ser, e eu estava sendo.

 

O ver era eu, e eu era, porque via.

 

Vendo eu fluía, sem fluir, ardia.

 

E assim, o nada saiu de tudo o que acontecia.

 

O que era nada, aquilo escuro que fervia?

 

Eu era tudo, sempre que não se via

 

 

 

Havia dois ali

 

 

 

Fica claro nesse momento que a consciência procura e nada acha, já que o nada é muito grande. Mas fazendo seu poema, entende que se grita, se desespera, e se movimenta, ela vê algo. Mudava a sensação de agonia e desespero. Agora ela sente alívio em relação àquela sensação do passado, e quando olha para “trás” enxerga ela mesmo sofrendo sem perspectiva. Ali não quer voltar, e manterá aquele ECO, como memória e referência para não experienciar aquela agonia novamente. Vamos chamar esse raciocínio e movimento de momento BETA. Desdobrando em verbo chamamos de macho, reta, lógica, água (que flui), sendo agora constatado a referência de Amor e Medo, Alívio e Sofrimento, Luz e Escuridão… Mais que isso… É constatada a dualidade intrínseca da consciência em sua jornada Geométrica.

 

 

O Mestre faz o romance:

 

 

“O que via e o que era visto.

 

Ainda que qualquer um fosse nada, que queimava,

 

Qualquer outro seria tudo, que aliviava.

 

Então ficou claro que o nada pertence ao tudo.

 

Como era claro que o tudo vinha do nada.

 

Sendo um se faz dois.

 

Para em dois perceberem um.

 

Eu via isso.

 

 

 

Havia três ali.

 

 

 

 

A consciência entendeu a primeira lição. Que existe sofrimento e alívio. Sabe o que é a sensação  da dor, e a sensação de aliviar a agonia. Agora, ela olha esses dois momentos tão distintos e percebe, que são ECOS  do “passado”. Se enxergando nos ecos, ela já é o Terceiro que observa. Vamos chamar este momento de CELTA. Agora ela vê a escolha entre as duas sensações anteriores…. Mas está limitada… “Ou paro e queimo no escuro que abocanha… ou movimento no fluir do alívio e deixo o eco do passado queimar por mim”. Desdobrando em verbo, percebe-se a água que flui sendo colocada em outro nível … Ar (água que voa)… Flui com a liberdade da escolha. Forma-se, através do ponto (círculo) e da reta, o Triângulo. É constatado a Consciência, que escolhe por reação àqueles dois momentos iniciais.

 

 

Faz-se o poema :

 

 

“Quem via o nada e o tudo?

 

Ver era ser, eu via, logo eu era.

 

O triângulo dominava a reta.

 

A tríade fazia a seta.

 

O três viu a escolha. Qual era a certa?

 

Por ver dois, eu era o três, que tem pressa.

 

Pois, um dos dois, queima quem tropeça.

 

O que tentava ver e não podia, era nada, mas demais.

 

Eu só via o que já havia visto, mas com isso, via mais.

 

A certeza  do nada era a dúvida do tudo.

 

Com a escolha formei um mundo.

 

Que era tudo que brilhava no escuro.

 

Para o mundo mostrei o nada.

 

E vi que ele me acompanhava.

 

O tudo que se unia para fugir do nada que antes não notava.

 

Foi com o nada que uni a borda.

 

E dela unida eu vi a forma.

 

 

 

Havia quatro ali

 

 

 

 

Continua…

 

 

 

 

Gratidão aos mestres, alunos e nosso grão mestre Bob Navarro.

Luz p´ra nós

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Conrado Guimaraes Cruz

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Josimar Lima
Editor
17/07/2019 9:00 pm

Eu amo esse poema e esse início da consciência era o que mais me bugava no iniciohhaa muito show luz p’ra nós

Raquel Broll
17/07/2019 7:56 pm

Gratidão pelo compartilhamento irmão, a lógica sendo compreendida através do abstrato. E que foto essa? Nossa para que dá para tocar no brilho dos traços de tão real ! Linda demais !

Marcio Alves Otero Barco Juntor
17/07/2019 8:56 pm

Luz pra nós

Diosane Fortunato
17/07/2019 9:43 pm

Pra que ver filme de hollywood quando se tem artistas que te fazem sentir só com a escrita!! Muito bom irmão luz pra nós

Thiago Galhas
17/07/2019 9:27 pm

Ficou excelente, irmão… que venham o próximos.
Gratidão.
Luz p’ra nós!

Armando
17/07/2019 10:37 pm

Ah! Os momentos eternos! Pura e visceral poesia! Só de lê-los a consciência se põe em paradoxo, que gera o movimento. Não tem como ficar parado. Belo post! Salve O Mestre! Luz p’ra nós.

Pedro Sora
Editor
17/07/2019 11:44 pm

muitas coisas, mas oque mais me fascinou no livro são os momentos eternos

Rogerio Souza
Admin
18/07/2019 1:03 am

Os momentos eternos certamente está entre as coisas mais fascinantes do Livro Lucifer.

Admin bar avatar
18/07/2019 3:07 am

Muito bom irmão! Ancioso pelos próximos! Luz pra nós!

Caroline Fernandes Rímoli
18/07/2019 10:39 am

Sensacional! Gratidão por compartilhar!

Arthur Luighe
18/07/2019 11:17 am

Cada vez que leio esses poemas é como se algo novo estivesse escrito, muito bom, LUZ P’RA NÓS 🍎

Márcio Henrique Brito Vieira
18/07/2019 12:08 pm

Luz pra nós!

Cássio Antonio
18/07/2019 1:34 pm

Tem vídeo do Bob narrando esse poema né? Só não lembro onde pois já foram tantos canais deletados.

Lin de Oliveira
18/07/2019 5:08 pm

Fascinante …
Gratidão irmão … Muito bom
Luz pra nos!!

Miryam Yoshiko
Admin
21/07/2019 7:05 am

Ótimo desdobramento irmão, é poesia acima de outra poesia. Esses momentos ainda não desdobro muito bem, na realidade, até o três é tranquilo. À partir do quatro preciso entrar em catarse consciencial haha
Ansiosa pelo próximo desdobrar.
Luz p’ra nós!

Arthur Luighe
29/07/2019 1:40 am

LUZ P’RA NÓS 🍎

Rafael Isaac Franchini
05/03/2020 4:56 pm

Luz p’ra nós!

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