Hugo Chaves classificou Israel como “braço assassino” dos EUA no oriente médio. A declaração foi dada durante visita de presidente da Síria

Chávez durante coletiva de imprensa
Reuters
Chávez durante coletiva de imprensa

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que algum dia Israel será posto em seu lugar, depois de qualificar o país de “Estado genocida” que atua como um braço assassino do governo norte-americano.

Duro crítico dos Estados Unidos, Chávez rompeu relações com Israel depois de chamar de “holocausto” a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza em 2009. “Algum dia o Estado genocida de Israel será posto em seu lugar, o lugar que lhe cabe”, disse Chávez durante a visita a Caracas do presidente da Síria, Bashar al-Assad.

No entanto, o presidente venezuelano não deu detalhes sobre as implicações de sua declaração. Ele acrescentou que Israel “se converteu no braço assassino do império ianque, que não se pode duvidar que é quem ameaça a todos.”

Chávez também expressou apoio à luta pacífica para a devolução à Síria das Colinas de Golan, ocupadas por Israel desde 1967 e que o governo sírio quer de volta como parte de um acordo de paz. Chávez disse que as tentativas de Washington de isolar a Síria e mudar o Oriente Médio fracassaram e que Israel está ficando sem aliados.

Israel suavizou na semana passada o bloqueio terrestre que mantém contra a Faixa de Gaza, o que permitiu a entrada de produtos, com exceção de armas, depois de severas críticas internacionais pelo ataque israelense a um navio carregado com ajuda humanitária, durante o qual foram mortos nove ativistas estrangeiros.

Presidente da Síria, Bashar al-Assad e presidente venezuelano Hugo Chávez se cumprimentam após entrevista coletiva
Reuters
Presidente da Síria, Bashar al-Assad e presidente venezuelano Hugo Chávez se cumprimentam após entrevista coletiva

Imagem resistente

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, que visitou a Venezuela, destacou, depois de afirmar que reforçará as relações com o país sul-americano, que Chávez mostrou a imagem “resistente” da Venezuela no contexto internacional.

Assad, que enfrenta uma queda na produção doméstica de petróleo e secas que afetaram a agricultura, aonde fez uma visita na América Latina com a qual pretende ampliar os laços diplomáticos de Damasco.“O presidente Chávez veio para impulsionar essa relação que foi construída ao longo de mais de 100 anos, primeiro porque há poucos políticos que são valentes, que dizem não quando é necessário dizer não”, disse o presidente sírio por meio de um intérprete no Palácio de Miraflores.

O mandatário sírio acrescentou que Chávez “revelou a imagem da Venezuela resistente, que criou uma posição da Venezuela no mapa internacional”.

Assad disse que a Venezuela, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), não se limitou a conservar e preservar a vida dos imigrantes sírios, mas também apoiou as causas de seu país.

“Estou muito feliz de cruzar o Atlântico pela primeira vez e começar minha visita aqui em Caracas e visitar ao mesmo tempo este país bonito e resistente”, disse Assad.

Chávez qualificou como estratégica a aliança entre ambas as nações, depois de destacar que é a primeira vez que um presidente sírio visita Caracas.