sex. dez 6th, 2019

FGV: Desigualdade no Brasil é a pior em 30 anos

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FGV: Desigualdade no Brasil é a pior em 30 anos

Desde 2015, período de elaboração do golpe que tirou Dilma do poder, concentração de renda aumentou enquanto o bem-estar social e a renda média sofreram queda

“Tem que ter impeachment. Não tem saída.” Essas foram as palavras ditas por Romero Jucá em conversa gravada em março de 2016.

“Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel. É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional”, afirma Sérgio Machado minutos depois.

O telefonema obtido pela Procuradoria-Geral da República evidenciava as intenções sombrias por trás do golpe de 2016 que jogou o país e o povo brasileiro em um abismo.

Três anos depois de a conversa vir à tona, o resultado do famigerado golpe aparece a cada dia – refletido na mesa, no bolso e na vida de cada brasileiro. Desde então, o perigo de recessão voltou, os direitos estão sendo usurpados do povo, 13 milhões estão desempregados, a renda do povo caiu e o capital nada de braçadas.

É esse o Brasil retratado pela Pesquisa da FGV Social lançada nesta quinta-feira (15).

Aumenta desemprego e desigualdade

Desde o golpe, com os cortes nos programas sociais, a retirada do povo do orçamento público e entrega do patrimônio nacional, a desigualdade no país atingiu seu patamar mais alto em 30 anos. Além disso, com o aumento do desemprego, que atinge 13 milhões de pessoas, o poder de compra do brasileiro nunca esteve tão baixo, segundo a pesquisa. Para se ter uma noção, até 2014 o problema atingia 7,2 milhões de pessoas, ou seja, desde o início do processo do golpe em 2015 – quando Cunha e sua trupe inviabilizaram o governo de Dilma – o número de desempregados quase dobrou.

Como em toda economia ultra neoliberal, a população carente é a que mais sofre com a recessão econômica do país. De acordo com a FGV, entre o início de 2015 e o segundo trimestre de 2019, a renda da metade mais pobre da população caiu 17,1%. Os 10% mais ricos apresentaram ganhos de 2,55% no mesmo período. Já o 1% mais rico do país viu sua renda aumentar 10% nesses 4 anos. O governo estimula uma economia que tira dinheiro dos que precisam e dá para aqueles que já tem de sobra.

 

Tamanha diferença de renda entre camadas sociais impacta diretamente o abismo social brasileiro. O índice Gini, principal medidor de desigualdade, atingiu seu menor patamar 0.6003 no final de 2014. Desde então, vem em constante crescimento, registrando 0,6291 no segundo semestre de 2019. O ritmo anual de aumento do índice neste período é justamente inverso ao ritmo de queda registrado entra 2001 e 2014, anos dos governos Lula e Dilma.

O avanço da miséria

Com o aumento da desigualdade, a pobreza atinge cada vez mais pessoas. Durante os governos do PT, o crescimento econômico tirou milhões de brasileiros da miséria. Segundo o levantamento da FGV, com os governos de Lula e Dilma, a porcentagem caiu para somente 8,38% em 2014. Desde então, a taxa subiu para 11,18%, atingindo 23,3 milhões de pessoas no país.

Consequentemente, o bem-estar social da nação vem em baixa desde o golpe de 2016. Em 2014, no governo Dilma, o bem-estar social registrado era de 344,10 pontos, de acordo com a pesquisa da FGV. Com Temer, o índice sofreu declínio considerável e se mantém em baixa com Bolsonaro, atualmente registrando somente 311,06 pontos. Segundo o estudo, “no primeiro trimestre de 2014 o bem-estar crescia a 6,47% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Exatos dois anos depois o bem-estar caia a -6,87%.”

Sem perspectiva para o futuro

A juventude brasileira sofre com os governos antipovo do pós-golpe. De lá para cá, a perda de renda média dos jovens foi de 17,76%, redução quase 5 vezes maior que a média geral, segundo a FGV. E Bolsonaro não tem ajudado a situação desta parcela da população. As universidades já sofreram R$ 6 bilhões em cortes no orçamento, além da aprovação da famigerada reforma da Previdência que vai acabar com o futuro do país. O futuro tão incerto traz apenas uma certeza: jovens trabalhando mais, ganhando menos e sem direito a uma aposentadoria digna.

pt.org.br

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Freit EDL
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Verídico!

Gabriel M. Oliveira
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Gabriel M. Oliveira

Luz pra nós!

Márcio Henrique
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Luz pra nós!

Gustavo Kraemer
Editor

Bom post, grato pelo compartilhamento

Marcio Alves Otero Barco Jr
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luz pra nós!

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Richard Maquiavel

Infelizmente uma triste realidade.
Luz p’ra nós

Douglas Ceron
Editor

A desigualdade plasmada unicamente pela injustiça deste sistema podre regido pelo maldito capital internacional sionista.
Luz pra nós!

Raquel Broll
Membro

Parabéns pela matéria irmão, contra fatos, números, dados não há argumentos

Josimar Lima
Editor

Irmão isso deveria ser alcançado por todo o Brasil que ainda vive em parte sob efeito da magia maligna desse complô bousonarico. Luz p’ra nós.

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Editor

É triste, um país tão rico quanto o nosso estar diante desses números vergonhosos…