seg. dez 9th, 2019

Estudante que criou canudo biodegradável e comestível com inhame é convidada a representar Brasil em feira internacional de Ciências

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Feito geralmente de poliestireno ou polipropileno, o canudinho pode ser reciclado, mas como é muito pequeno e leve, assim como tampas de garrafa, frequentemente é jogado no lixo. Sua vida útil é estimada em 4 minutos. Isso mesmo, 4 minutos! E ele leva aproximadamente 400 anos para se decompor na natureza.

Um movimento mundial está dando um basta nisso e cidades ao redor do planeta decidiram banir os canudos de vez. No Brasil, o Rio de Janeiro foi o pioneiro. A capital fluminense proibiu seu uso e já há projetos semelhantes aprovados em outras 16 cidades brasileiras e no estado do Rio Grande do Norte, fora as discussões ainda em andamento em Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas.

O tema, que ganhou grande repercussão na mídia, não passou despercebido dos alunos da Colégio Estadual Culto à Ciência*, em Campinas (SP), mais especialmente, da aluna do 2º ano do Ensino Médio, Maria Terossi Pennachin, de 16 anos, que decidiu desenvolver um biocanudo.

“A ideia surgiu a partir de toda a aparição nas mídias sobre os males do canudinho plástico, o que me fez refletir que as pequenas ações, tão pequenas quanto um canudinho, que devem ser repensadas para que vivamos em um mundo melhor. Afinal, o planeta clama por alternativas e o mercado, diante de toda proibição de canudos plásticos, também”, contou Maria. “Claro que esse despertar pelo assunto veio carregado também de uma paixão enorme que sempre tive pela Ciência e pelo meio ambiente”.

Atualmente, a jovem participa de uma parceria com o Instituto de Química da Unicamp para fazer testes mais detalhados na área de plásticos. Além disso, pretende desenvolver uma versão vegana do canudo, que não leve gelatina em sua composição.

O projeto do BioCanudo ganhou o 1o lugar, na categoria Meio Ambiente, na Feira Nordestina de Ciências e Tecnologia, em Recife. O evento tem como objetivo incentivar a pesquisa científica na escola e abrir as portas para a participação em encontros internacionais. Exatamente o que aconteceu com Maria: ela foi convidada a representar o Brasil na Expo Science International, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em setembro deste ano.

Para poder viajar e realizar esse sonho, a estudante precisa de ajuda financeira para pagar a passagem e a inscrição. Sua escola começou então uma campanha de crowdfunding no site Vakinha para arrecadar R$ 40 mil para viabilizar sua viagem e a de outro colega, que também deve apresentar seu trabalho de iniciação científica no exterior.

 

 

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Thiago Galhas
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Parabéns a moça. Pois é… “pequenas coisas que fazem uma grande diferença”.

Josimar Lima
Editor

Muito massa!

Aurélio 🇧🇷 ❄
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Aurélio 🇧🇷 ❄

Eu tiro o chapéu para atitudes de luz como está do canudo biodegradável de inhame. PERFEITO! Luz p’ra nós!

Xablau
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Luz pra nós!

Júlio César
Membro
Júlio César

Bakana