Condor dos Andes – O “Deus Condor”

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Condor dos Andes – O sagrado Condor

Condor dos Andes é uma das maiores aves voadoras do mundo.

No passado, esta espécie abundava, mas no presente a emblemática ave é um grande desafio porque está em perigo de extinção.

Condor Andino

Os condores andinos estão entre as maiores aves voadoras, com um peso corporal de até 13.500 kg e uma envergadura de mais de 3 metros.

São na sua maioria pretos com grandes manchas brancas nas asas e a cabeça careca característica para a qual os abutres são conhecidos.

Os condores não têm penas na cabeça, o que facilita a limpeza depois que eles se alimentam de carniça (depois de uma refeição, os condores podem freqüentemente ser vistos enxugando as cabeças no chão para se limparem). Além disso, a exposição direta de sua pele às propriedades desinfetantes da luz ultravioleta ajuda a eliminar qualquer bactéria residual.

O condor andino é o único abutre do Novo Mundo que mostra diferenças óbvias entre machos e fêmeas.

Os machos têm olhos escuros e uma crista carnuda na cabeça, enquanto as fêmeas têm olhos vermelhos brilhantes e não têm a crista.

Condores andinos podem viver 50 anos ou mais.

Condor dos Andes – Ave

O Condor (Vultur gryphus) é uma ave monógama, sedentária e se alimenta principalmente de carniça.

Voa sempre a grandes altitudes e possui uma visão fantástica o que lhe permite inclusive ter alguns hábitos noturnos.

O macho se diferencia facilmente da fêmea porque tem uma crista que avança até boa parte do bico. É de maior tamanho e tem a íris do olho de cor marrom amarelado enquanto na fêmea a iris é meio avermelhada.

Ambos, macho e fêmea, têm a cabeça destituída de plumagem.

Possuem um bico muito forte e com bordas cortantes. Têm patas robustas e dedos fortes mas com unhas relativamente frágeis. Sua plumagem de jovem é de cor parda e quando adulto de cor negra azulada, ostentando um colar de plumas brancas no pescoço e grandes manchas brancas nos extremos das asas.

Um macho adulto pode chegar a pesar uns 11 Kg e medir 1.30 metros desde o bico até a cauda. Sua envergadura pode chegar a mais de 3 metros o que lhe permite voar como se fosse um planador aproveitando as correntes de ar em grandes altitudes.

Podem facilmente voar acima dos 6.000 metros de altura.

A fêmea incuba um ou dois ovos de cor branca, somente uma vez ao ano, que deposita sobre a rocha e se reveza com o macho para chocá-lo durante mais ou menos 50 dias. O filhote demora para desenvolver-se e permanece dependente dos pais durante um ano inteiro.

O condor não é um predador feroz e nem agressivo e tem uma capacidade muito grande para resistir à fome e à sede, permanecendo até um mês sem comer ou beber, sem perder seu vigor físico. Pode deslocar-se centenas de quilômetros em busca de alimento. Geralmente se empanturra tanto de comida que depois tem dificuldade em levantar vôo novamente. Em algumas regiões do Peru a expressão “comer como um condor” equivale a dizer “limpar o prato”, ou seja, consumir com tudo que foi servido. É uma forma de cortesia com quem convida.

Apesar de sua fama como uma ave das montanhas, é visto principalmente na costa onde pode encontrar comida mais facilmente.

Antigamente era encontrado desde a Venezuela até a Terra do Fogo, hoje é uma espécie em perigo de extinção.

Um condor pode chegar a viver até 100 anos de idade. Conta-se que ao final dessa longa vida, já cansado e debilitado, o condor levanta vôo até alcançar grande altitude e depois desce voando numa velocidade fantástica até estatelar-se de encontro à face rochosa de uma montanha, dando assim fim a uma centena de anos sobrevoando os céus andinos.

Durante o Império Inca, o condor ou “Apu Kuntur” era considerado como uma divindade muito especial e existiam diversos templos para o culto em sua homenagem, similares ao encontrado hoje em Machupicchu. Criaram-se muitas lendas ao longo da história sobre eles. Uma delas conta que um condor caiu no pátio da “Casa das Virgens do Sol” em Cuzco e isso foi interpretado como o anúncio da destruição do Tawantinsuyo ou Império Inca. Outra lenda mais recente conta que ele também adquire a forma humana. Nestes relatos, o descrevem como um homem vestido de maneira elegante e com um lindo cachecol no pescoço, assim como as plumas brancas que rodeiam o pescoço da ave. Dizem que apresenta-se como uma figura esbelta, alta estatura e boa aparência. Aparecendo desta forma, o condor enamora e rapta as jovens que são seduzidas por essa falsa aparência. O encanto se quebra quando são levadas ao seu ninho e descobrem então o que aconteceu.

Hoje em dia, em algumas localidades, ainda o consideram possuidor de poderes divinos.

Nestes povoados, anualmente acontece a cerimônia denominada de “Toropukllay” ou “Yawar Fiesta” (“Festa de Sangue”) para a qual é imprescindível capturar um condor vivo. Para capturar um condor, mata-se um cavalo ou outro animal de grande porte num local que seja frequentado por condores. Abre-se o corpo do animal morto e deixa-se exposto ao ar livre. Depois de certo tempo certamente algum condor descerá para devorar os restos do animal e comerá tanto que não poderá voar facilmente, sendo então capturado. Levado ao povoado o condor será entorpecido com aguardente para que fique calmo e então será adornado com enfeites para as cerimônias em sua homenagem. No dia principal da festa as patas do condor são amarradas nas costas de um touro que será solto na praça diante de toda a comunidade. Ao sentir-se preso e desejando libertar-se, o condor irá usar seu poderoso bico contra o dorso do touro que tentará a qualquer custo livrar-se do condor. Depois de mais ou menos 20 minutos interrompe-se o espetáculo e separam-se os dois animais. As pessoas crêem que desse modo o condor que é a conexão entre o céu e a terra ficará satisfeito em haver consumido sangue e carne fresca. No dia seguinte o condor é levado a uma montanha e libertado.

No ano seguinte se repetirá a mesma cerimônia e é bem possível que se capture o mesmo condor. Esta “Festa de Sangue” não tem apenas a finalidade de prestar homenagens ao condor como também é uma forma de revanche dos povos andinos simbolizados pelo condor, contra os espanhóis simbolizados pelo touro.

Características Físicas do Condor dos Andes

Características Físicas do Condor dos Andes

Habitat

Montanhas andinas, desce até a Amazônia.

Campos abertos e regiões alpinas das altas montanhas dos Andes; raramente encontrado em desertos e regiões costeiras em altitudes mais baixas.

Quanto mede: 3 metros de envergadura

Alimentação

Os condores andinos se alimentam principalmente de carniça (animais mortos). Isso inclui principalmente grandes mamíferos terrestres, mas os condores foram vistos alimentando-se das carcaças de focas e baleias perto da costa. Os condores podem viajar 240 Kmpor dia em busca de comida e muitas vezes se alimentam em grupos. Como catadores, os condores andinos atuam como uma equipe de limpeza natural, comendo animais mortos antes que se tornem um risco para a saúde dos seres humanos.

Quanto pesa: Até 12 quilos

O que come: Carniça, bichos moribundos e recém-nascidos.

 

Alimentação, Acasalamento e Nidificação do Condor dos Andes

 

Filhotes:

 

Ovos de Condor dos Andes 2

 

 

 

Um por vez. Incuba o ovo por 58 dias

O condor é a maior ave do mundo, pois tem 12 quilos e 3 metros de envergadura, isto é, de ponta a ponta das asas abertas e é por ter asas tão grandes que ele consegue planar muito tempo, procurando com a vista aguçada os animais mortos de que se alimenta.

Durante muito tempo os estudiosos diziam, brincando, que no Brasil havia somente penas de condor, porque algumas tinham sido encontradas na Amazônia. Agora, porém, está comprovado que a distribuição dessa ave alcança nosso país, pois em 1973 os condores foram vistos numa ilha do Rio Jauru, em Mato Grosso, em busca de carniça, em 1991 a ave foi registrada no oeste do Paraná e cientistas encontraram restos de condor com 13 mil anos de idade nas cavernas de Lagoa Santa, em Minas.

Embora tenha muita fama de ave nobre, e ser símbolo de empresas, companhias de cinema e até de países, o condor não passa de um urubuzão sem graça, malcheiroso, que gosta de comer carne podre, mas é incrivelmente imponente.

Condor dos Andes – Família

O Condor é não apenas o maior representante de sua família, que inclui ainda os urubus, mas também a segunda maior ave voadora do mundo, com uma envergadura alar (comprimento de uma ponta de asa à outra) que ultrapassa os três metros! Pouco menos que o albatroz, uma ave marinha que chega até 3,6 m de envergadura alar.

Durante algum tempo perguntou-se como uma ave tão grande era capaz de voar. Estudando-o descobriram que o condor praticamente não gasta energia durante seu vôo, usando as correntes de ar quente ascendente para se manter no ar. As asas grandes e largas são perfeitamente moldadas pela natureza para este planeio, e assim permitirem ao condor usar por muito tempo sua visão telescópica para procurar lá do alto as carcaças de animais terrestres e marinhos de que se alimenta.

O condor era um animal sagrado para os antigos Incas, povos nativos que habitavam a cordilheira dos Andes. Na cidade sagrada de Machu-Pichu há diversas representações do condor, considerado ?A alma dos Andes?. Seu habitat, a mais de três mil metros de altitude, o protegeu da caça excessiva, mas ainda assim ele é considerado vulnerável à extinção.

Na época da reprodução os condores reúnem-se aos pares para nidificar. Os machos diferenciam-se das fêmeas por uma crista carnuda que possuem sobre a cabeça. O casal encontra uma ponto seguro em uma montanha alta e escarpada, e lá colocam um ovo, que é incubado por dois meses. O filhote só começará a voar após seis meses, e só terá a cor de adulto após seis anos! Isso significa que, embora tenham vida longa (há quem diga que podem ultrapassar 50 anos de vida), o número de filhotes que podem ter durante a vida não é grande. Tal lentidão, comum em animais tão grandes, faz com que a espécie seja muito suscetível a impactos causados pelo homem.

O condor-californiano (Gymnogyps californianus) foi quase extinto, chegando ao alarmante número de apenas vinte exemplares vivos! Desde a década de 1980, esforços enormes têm sido despendidos para fazer com que a população se recupere, mas a espécie foi considerada extinta na natureza. Hoje, tenta-se a reintrodução de condores nascidos em zoológicos no seu habitat, mas ainda não há segurança de que ele possa sobreviver enquanto a população local não seja educada para ajudar na sua conservação.

Classificação científica

Nome científico: Vultur gryphus
Nome Vulgar: 
Condor dos Andes
Nome Científico: Vultur gryphus
Família: Vultur gryphus
Ordem: 
Cathartiformes
Peso:12 a kg
Tamanho: 1,10 metros.
Hábitat: 
Montanhas andinas, desce até a Amazônia
Quanto mede: 3 metros de envergadura
Quanto pesa: Até 12 quilos.
O que come: carniça, bichos moribundos e recém-nascidos
Filhotes: Um por vez, incuba o ovo por 58 dias.
Distribuição geográfica: 
Oeste da América do Sul
Reprodução: 1 ovo que eclode após 58 dias de incubação
Período de vida: Aproximadamente 40 anos

Lendas dos povos nativos:

“Conta-se que em uma comunidade, um homen vivia feliz com sua filha. A filha pastoreava as ovelhas, lhamas e outros animais enquanto pastavam. Todos os dias um homen de casaco preto, com um lenço branco e chapéu ia visitá-la. Como ele a via todos os dias, acabaram se tornando amigos. Ambos gostavam muito de jogos e, um dia começaram a jogar um “pega-pega”, sendo que quando um deles pegava o outro deveria levantá-lo ao ar. Quando ele a pegou, alçando-a ao ar, a garota ficou abismada ao perceber que eles estavam voando.

O jovem a colocou em uma saliência, em um alto penhasco. Alí, ele se transformou em Condor. Por um ou dois meses, o Condor criou e cuidou da garota. Sempre levava a ela muitos tipos de carne: carne assada, carne cozida. Quando estavam juntos a uns dois anos, a jovem se transformou em mulher e deu a luz a uma criança. Tomada pela saudade, ela chorava dia e  noite pelo seu pai, a quem havia deixado na comunidade. “Como meu pai pode ficar sozinho?”. “Quem está cuidando de minhas ovelhinas?”. “Devolva-me ao lugar de onde me tirou”, suplicava ao Condor, mas ele não lhe dava atenção.

Um belo dia um beija-flor apareceu. A jovem lhe disse: “- Beija-flor, meu beija-florzinho! Como és feliz por teres asas! Eu, não tenho nenhuma maneira de descer desse penhasco. Há mais de dois anos, um Condor que se transformou em um homen, me trouxe até aqui. Agora sou mulher, e dei a luz a um filho”. O beija-flor lhe disse: “- Me escute garota, vou te ajudar! Ainda hoje vou contar ao seu pai aonde você está, e ele virá buscála”. A jovem lhe respondeu: “- beija-flor, você conhece minha casa? Na minha casa existem belas e doces flores, te prometo que se me ajudar todas as flores de minha casa serão para ti”.

Quando disse isso o beija-flor voltou contente ao povoado, e foi logo contar ao pai dela: “- Sei onde está sua filha. Está em um ninho num penhasco. É a mulher do Condor! Vai ser muito difícil descê-la de lá. Teremos que levar um burro velho”, disse o beija-flor, e contou seu plano ao velho. Seguiram o caminho, levando consigo um burrro velho. Deixaram o burro morto no chão, e enquanto o Condor estava comendo o burro, o beija-flor e o velho ajudaram a garota e seu filho a descer do penhasco, deixado no ninho dois sapos, um pequeno e outro grande. Quando eles tinham voltado ao povoado, o beija-flor voltou ao  penhasco, onde se encontrava o Condor e lhe disse: “Olá Condor! Você não sabe que desgraça há em sua casa”.

“O que aconteceu?” O Condor lhe perguntou.

“Tua mulher e teu filho viraram sapos”. O Codor foi rapidamente voando verificar. Nem a jovem e nem seu filho estavam dentro do ninho, somente os sapos. O Condor se assustou, mas nada pode fazer, e o beija-flor sempre está entre as flores da casa da garota, enquanto ela, seu filho e seu pai vivem felizes na comunidade.”

Texto de Glória Tamayo

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O Templo do Condor

O “Templo do Condor” é um dos exemplos mais espetaculares do que os incas eram capazes de fazer com as pedras na sua posição natural, é um dos templos mais impressionantes em Machu Picchu.

O Templo do Condor, está situado sobre uma gruta natural, aproveitando a rocha viva da montanha: entre elas se destaca uma formação em que foi adaptado ou moldado para ser as asas de uma grande ave, debaixo delas, no chão, uma enorme pedra na forma da cabeça do condor em pleno pouso. É nada menos que um impressionante templo dedicado a uma das maiores aves do mundo.

As Prisões do Templo do Condor

As Prisões do Templo do Condor
As Prisões do Templo do Condor

Atrás do Templo do Condor, há restos de nichos de tamanho humano e uma rede subterrânea de masmorras. Alguns cronistas confirmam que aconteceram várias prisões Incas. Um cidadão que por ventura viesse a ser acusado por um crime era amarrado com algemas, por um máximo de 3 dias à espera de sua sentença. Fatos como o roubo, da preguiça ou da luxúria, o acusado era condenado à morte como sacrifício ao Deus Condor.

 

Metamorfose “O Voo do Grande Condor”:

 

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Miryam YoshikoJoão PedroAdmin bar avatarMarcio Alves Otero Barco JuntorMárcio Henrique Brito Vieira Recent comment authors
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Leandro Quantum Oliveira.

Admiro o Condor, não li ainda a matéria, mas farei co calma. Corri os olhos e ficoumuito bonito, caprichado. Luz p’ra nós!

Samuel Rodrigues
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o bixano gosta de carne kkk

Márcio Henrique Brito Vieira
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Márcio Henrique Brito Vieira

Sem dúvida uma ave magnífica!! Vou pesquisar sobre esse animal

Marcio Alves Otero Barco Juntor
Membro
Marcio Alves Otero Barco Juntor

Muito Sagrado!

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Richard Maquiavel

Que Ave maravilhosa!

João Pedro
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Ave muito interessante.
Luz pra nos!

Miryam Yoshiko

Incríveis pássaros mestre! Obrigada por nos trazer essas informações ricas.