Cap 4 – Eu Mordi a Maçã – Deuses são velhas crianças

AAT001 P001 73641 1 m Vinicius Tupinamba  e  Shutterstock.com  1 750x500 - Cap 4 - Eu Mordi a Maçã - Deuses são velhas crianças

Compartilhe a Verdade:


Cap 4 – Eu Mordi a Maçã – Deuses são velhas crianças

 

Olá a todos. Deixe o like e compartilhe no Youtube por favor!!!

Ajudem no merch! Logo continuamos os Podcasts.

 

 

 

Capítulo 4

Deuses são velhas crianças

 

A Criação

Ora, quem inventa o jogo também adoraria poder brincar

Que tal se a regra fosse mudar o jogo e re-ensinar todos a jogar?

Sei que soa doce, mas de pronto arderá quando só você puder ganhar

E ainda que dividas o prêmio, serás logo herói, propenso de alguém querer matar

Vendo tudo isso, combates tu teu próprio umbigo se brigar ele contigo por querer se alimentar?

Se conheces tu o piso, andas tu com juízo e terás tempo até mesmo de contemplar o Mar

Por isso lhe aviso, os Deuses têm o Nada pois já jogaram o Tudo para o Ar

Percorrendo o fluxo já não há mais pressa alguma em se afogar…

Lembrando bem do rumo fica raso o fundo e é até fácil revezar

Assim sempre há alguém lá no escuro, brincando de ser Tudo para o Nada ter a quem consolar

Eis o Presente, feito do Passado, mas indo p’ro Futuro que sempre quer passar

Os Elementos

A brincadeira passa quando a memória ecoa preenchendo o Silêncio

Viram conhecidas emoções que alternam em nós os seus Momentos

Belas meras perspectivas de Movimentos enlaçados pelo Tempo

Tais quais queimam, quiçá lhe esfriem, até que sequem e virem Vento

Eis os Espíritos Viventes em todo Eu, que juntos são chamados Elementos

A Vida

A Vitória de quem joga é a angustia de quem sai perdendo

O que alivia um, para outro certamente é dor e sofrimento

O que um está pedindo, há outro também querendo

Eu continuo repetindo, e você não entendendo…

– Chega!

Porque iria tu querer nos ajudar?

Veja só, sempre tão egoísta e prepotente

Achas que tudo ruma a ti mesmo contra a corrente

Digo e repito, mas teu orgulho é quem não entende…

Tu és só folha de papel para que Deus não desenhe na parede!

Então se não por Amor, queres que atue Eu contigo por temor?

Não consegues ainda ver além de ti mesmo?

Separas tu e Eu para que possas sentir-se livre e supremo

 

Supremacia que copias para que sejas teu próprio centro a direção

Rumando por ti mesmo, vais só de cara na solidão

Ali o pequeno é imenso, preso nele mesmo, que se choca e faz clarão

 

 

O Reino da Luz

Claridade agora é guia, explode longe e me alivia

Girando em ti mesmo cada giro é um novo Dia…

Quem é salvo não se engana, quem tem mais Luz faz mais sombra!

Quem mais odeia é quem mais ama, perspectiva gera as tramas, aquarela de Sete dramas…

Quem observa faz a soma, somando a Luz emana,

Cada conta uma Cor, cada Cor um dia da Semana.

 

E por que rastejar na lama?

 

Este luxo comprei com tua ignorância!

Sem falar da ingratidão, com ironia zombas e perdes a lição…

 

O Reino Mineral

Se o dia faz semanas e as semanas fazem meses…

 Tudo é só o mesmo Um várias vezes!

 

Se os anos são maiores, os dias vão se revoltar

Amores viram dores, quando algum Rio chove no Mar

Guardem as armas, tragam flores, e vejam o Amanhã raiar…

Somente quando o Hoje..?

Chamar o Ontem p’ra dançar?…

Dessa dança nasce o chão, cada passo faz mais um, e nenhum jaz em vão

Cada mudança uma razão, cada laço em comum faz nascer uma opção

 

O fluxo segue o ritmo, fica mais forte e se faz mais nítido

Simetria é Ouro para o rico, quem se reflete ressoa e define o brilho

A Luz do andarilho traça no chão seu próprio trilho

Cego pelo Sol…

 

 Faz da Lua o seu Colírio…

Como sei estas frases? É como se minha boca falasse por mim, mas não comigo!

Como fazemos as pazes? Minha Outra Parte é louca e faz de mim mesmo meu inimigo!

Ora, o pecador existe para ser culpado!

Assim dá vida ao Perdão, quando aceitar ser perdoado

Pecado não pago cai na conta do Justo sangrado

Assim tens razão para amar e Ele para ser amado

As vozes que te usam já morreram em teu Abstrato…

Se ao Justo mantém e ao injusto recusas, podes de fato ficar sossegado

Fale então o que ouves, e ouças o que tens tu falado.

 

 

O Reino Vegetal

Se o brilho é a Direção, o Sol é o Caminho

Se caminhar é o alívio, é ali que Eu resido

Caminhando com equilíbrio, faço música com o ruído

E o canto cura a dor, quando a Dança virar Tecido

Mais Tecidos p’ra trajar, mais motivos p’ra existir

O Escuro habita longe de onde há tanto p’ra vestir

E quando o Eu virar Nós, mais tecerei p’ra jamais me confundir…

 

 

O Reino Animal

O tecido que teci, é vida que vivo e que me vive

Enlaçando nossos planos, quem morre sempre sobrevive

Interesses em comum, se Dois querem, só vai restar Um!

Dois e Um é Três, pega e soma outra vez, sou Eu vendo Seis

Seis mais Eu é Sete, depois soma e repete, e o lucro de vocês!

O Reino Humano

O Eco que criei, quer ser voz e quer falar

Tudo que lhe dei, ele quer poder gastar

Visando ser alguém, precisa discordar

Sacrifício do além, que vai, mas só p’ra poder voltar

 

P’ro Escuro a Luz é Doce

Mas p’ra Luz o Escuro arde

É por isso que o Sol morre

Mas também é por isso que Ele nasce

 

 

O Reino Dévico

Tudo isso já aprendi, quem discute está passando por onde já passou quem está aqui

Tudo isso vai se refletir, assim o Futuro tem Passado para dar de Presente a Ti

 

 

O Reino de Deus

Longe do Todo onde o Nada habita

A Obra é cabana confortável e protegida

Se o homem quer crescer e saber tudo

Saiba então que Deus luta p’ra ser pequeno e estar confuso

Os Pilares da Coerência

P’ra ser Luz e se mover, tem que se perder p’ra se achar

Se quem acha para de correr, alguém tem que continuar

Ou alívio não vai ter p’ro corredor que precisa descansar

Conhecendo cada Momento, sei onde canso e onde me levanto

Ali reúno os rumos, unindo as retas n’um só manto

As Cores

Cada manto uma Cor, um tipo de descanso p’ra cada corredor

Se todos eram Eu, agora já não sou

Se cada lado é um, Eu caio sempre no que sobrou

Não cair sai caro, pois todos voltam a ser Um

E Um de todos é o Escuro, se vestindo como a Luz

 

 

Os Sentimentos

Entender tudo é parar de perguntar

E quem não pergunta nunca sai do lugar

Quem para, arde e é lenha para outro queimar

 

Assim a Fé salva, pois o Conhecimento é tóxico

Quando sentes Tudo tu es nada n’um perfeito paradoxo

 

Então o Eu reveza Nós para não ficar no absoluto

Oh que ironia, agora quer Nada quem antes quis Tudo

 

E essa é a guia! Cada Cor um passo, cada passo uma tinta

Cada lado Um ator, e em cada ato é Um que pinta

 

Em cada mato uma flor, Um planta e outro pisa

Cada talo Um torpor, Um arranca p’ra que outro sinta

Todos o mesmo implorando p’ra que o outro minta

 

Crês agora que me desgraças ou que salvas minha vida?

Morres tu porque nasço, ou morro Eu para que vivas?

A Lógica

São você mesmo os teus paradigmas

Apagas o que aprendeu e então o chamas de enigma

Lês um mesmo verso teu e com ele se indigna

Aqui não há você nem Eu sem o Verbo que analisa

Pois quem busca respostas é da conversa que precisa

 

Cada vez que pensas, constatas sentenças que algum outro já lhe deu

Em cada certeza, uma nova velha crença que prende quem a escolheu

A Mente é densa, perigosa e tensa, respeite e tema quem a venceu

 

Os Teatros do Tempo

Quem cai nas Trevas só encontra a Luz mais bela que pega e entrega a quem a perdeu

Quem vai p’ra Luz sente a força da Cruz, mas se esquece do sangue que um dia a ergueu

Mas onde o Sol anda de capuz e a Noite se veste com a Luz alguém já percebeu

Que o claro jamais cega nem trevas nenhuma desespera aquele que não tem pressa de ser Eu.

 

 

O Éden

Agora Eu entendo que lutei p’ra conseguir não entender

Procurar a si mesmo é o primeiro princípio de viver

Protegidos pelos cheiros os sabores irão me apetecer

Banhado pela Noite o Sol dá vida ao amanhecer

Mas carregado por amores sentirei que preciso de Poder

Se não for Eu, quem as guiará será você!

Os Polos

O lado oposto é quem mais mostra o que sou

Inimigo do avesso é o alívio disfarçado de dor

Se saio de mim mesmo, certamente é p’ra lá que vou

Vilão da direção, trai a estagnação e é chamado de Amor

 

 

A Honra

O Amor é tão forte que é contraditório, anula a ti mesmo e te põe ao contrário

Lembrar disso te faz forte e obstinado, e mesmo se arder vais fazer o combinado

Essa é a força da linha reta, que entorpece a curva com tamanho discernimento

Se priva do mais doce, como se tolo fosse e salva o Amor com sofrimento

Ali fica de fora e vigia a porta

Lamenta, mas não chora

Aguenta e não vai embora

É dele o Amanhã, pois já pagou com o Agora

 

Capítulo 5

Aprendendo a ser pequeno

 

 

AJUDEM NO MERCH!!!! Por favor! Reserve o livro se ainda não reservou! Obrigado.

 

Luz p’ra nós

 

 

12
Deixe um comentário

Please Login to comment

Entre com:




12 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
12 Comment authors
Douglas CeronSayler Céfas 666Pedro SaintsMiryam YoshikoKAique Freit EDL Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Admin bar avatar
Membro
Richard Maquiavel

Que isso Mestre puta energia foda!!
Você da vida a cada palavra que sai de sua boca
Incorpora cada perspectiva…
Cada verso é simétrico e bem colocado
Que obra magnifica!!!
Tenho que ouvir isso mais umas 666 vezes
Luz pra nós!!

Leandro Quantum Oliveira.
Editor

Salve mestrão. Ta muito top cada capítulo. Luz p’ra nós.

Gustavo Kraemer
Membro
Gustavo Kraemer

Bob isso é muito forte, muito conhecimento, muita Verdade.
Não sei descrever direito.
Graditão.
Luz pr’a nós!

Camila Ribeiro
Membro
Camila Ribeiro

Que top perfeito !😍👏

Thiago Galhas
Membro

Simplesmente fantástico, mestre.
Luz p’ra nós!

Arthur Luighe
Membro
Arthur Luighe

Implodindo

Leyla Christine
Membro
Leyla Christine

A própria Serpente narrando…
Sou grata.

KAique Freit EDL
Editor
KAique Freit EDL

Foda de mais!
Luz p’ra nós

Miryam Yoshiko

Lendo o poema, chega a ser encantador!
Ainda não ouvi o podcast, mas a expectativa é grande, como sempre.
Gratidão pelas maravilhosas obras!

Pedro Saints
Editor
Pedro Saints

Pra quem comprou o livro vale a espera porque… que obra…
um adendo pra excelente leitura
Obrigado mestre!
Luz pra nos!

Douglas Ceron
Editor

Dispensa comentário de minha parte pois não sei sintetizar a gratidão! Obrigado, Rei!Obrigado Lucifer!
“Que tal se a regra fosse mudar o jogo e re-ensinar todos a jogar?”

Sayler Céfas 666
Editor

Krl é como se cada palavra já estivesse sempre aqui…
Muito foda.

Gratidão mestre!