A Revolução da Cannabis #4

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Olá mestres, alunos e leitores em geral

Bem vindos novamente a série da linha do tempo da cannabis. Falarei um pouco sobre o uso medicinal no início do ano de 1840 quando surgiram os primeiros remédios de cannabis indica no EUA e o início de sua demonização.

Acompanhe a linha do tempo aqui.

Boa leitura.

 

1841

Boom Medicinal

De volta a Índia, o médico inglês, William O’Shaughnessy pública um artigo sobre a “Indian “Hemp” e populariza o uso medicinal da maconha na Inglaterra no século 19. Trabalhando por nove anos como clínico e cirurgião da Companhia das Índias Orientais, em Calcutá, na Índia, o O’Shaughnessy teve contato com o uso medicinal da cannabis, muito difundido no país. Ele fez diversas experiências com seus pacientes para testar a eficácia da droga e publicou seus primeiros trabalhos sobre o assunto antes mesmo de voltar à Europa, em 1841. O médico indicava a droga, principalmente, para aliviar dores do reumatismo e de espasmos musculares, e para o controle de convulsões em crianças. Outros médicos tiveram experiências semelhantes e ajudaram a criar um boom do uso medicinal de cannabis na Europa e na América. Em 1850, a droga entraria oficialmente na farmacopeia dos Estados Unidos, onde se vendiam centenas de produtos com extratos de maconha. No início do século 20, os “cigarros índios” da empresa Grimault eram vendidos para o tratamento de asma, catarro e insônia.

 

 

1843

O psiquiatra francês Jacques-Joseph Moreau
conhece o haxixe no Egito e pública Pesquisa sobre a Loucura no Oriente. Em 1845, viria Sobre o Haxixe e a Alienação Mental.

 

 

  • Começam as reuniões do
    Club des Hachichins

Na França, a influência do psiquiatra Jacques-Joseph Moreau foi além da área médica. Apesar de seus estudos alertarem para os perigos do uso excessivo da droga, no livro Sobre o Haxixe e a Alienação Mental ele descreve a droga como “uma substância maravilhosa à qual os orientais atribuem prazeres indescritíveis: vinhos e licores são mil vezes mais perigosos”. Atraído pelos tais prazeres, ele organiza um clube para usar a droga, frequentado por alguns dos maiores artistas da época, como os escritores Victor Hugo (autor de Os Miseráveis), Honoré de Balzac (Madame Bovary) e Alexandre Dumas (Três Mosqueteiros e Conde de Monte Cristo), o pintor Eugène Delacroix e o poeta Charles Baudelaire, que descreveria os efeitos da droga na obra Os Paraísos Artificiais.

 

 

1844

Alexandre Dumas
pública O Conde de Monte Cristo.
O personagem principal conhece
o haxixe e torna-se um fã da droga.

“Uma estranha transformação operava-se nele (após usar haxixe). Todo o cansaço físico do dia toda a preocupação causada pelos fatos da noite desapareceriam, como nesse primeiro momento de repouso em que ainda vivemos o bastante para sentir a chegada de sono. Seu corpo parecia adquirir uma leveza imaterial, seu espírito iluminava-se de maneira inaudita, seus sentidos pareciam duplicar suas faculdades; (…) Ele via aparecer a ilha de Monte Cristo não mais como um escolho ameaçador sobre as ondas, mas como um oásis perdido no deserto”. O CONDE DE MONTE CRISTO (editora Zahar, 2008), p. 364

 

 

1857

Charles Baudelaire pública
“Os Paraísos Artificiais”

“O bom senso nos diz que as coisas da terra existem muito pouco e que a verdadeira realidade está somente nos sonhos. Para digerir a felicidade natural, assim como a artificial, é preciso, antes de mais nada, ter a coragem de engoli-la.” INÍCIO DO POEMA DO HAXIXE, de Charles Baudalaire

 

 

1860

O Estado de Kentucky (EUA) produz 40 mil ton. de cânhamo.

Ver a imagem de origem

 

 

1877

O Império Otomano
proíbe o cultivo de haxixe no Egito. A venda, no entanto, continuou permitida e o país passou a importar a droga da Grécia.

 

 

1889

O Jornal científico The Lancet pública
artigo sobre o uso da cannabis contra a dependência do ópio.

 

 

1890

A Rainha Vitória começa a tratar sua enxaqueca com maconha, sob prescrição médica.

Ver a imagem de origem

 

 

1893

Na Índia,
a Comissão do Cânhamo do Reino Unido conclui que a droga é boa para diabetes, insônia e ansiedade, e que não representa um problema a saúde pública.

 

 

1895

O uso do haxixe
é declarado um problema de saúde pelo governo do Egito.

 

 

1906

Nos EUA, o Pure Food And Drug Act
determina que a presença de maconha em qualquer alimento,
bebida ou remédio, deve constar no rótulo.

 

 

1910

Cientista brasileiros dizem que a maconha explica
“ignorância” e “criminalidade” dos negros.

 

 

Revolução Mexicana.


A batalha pela independência se desenvolve numa guerra civil que dura uma década e causa um grande êxodo para Estados no sudoeste do EUA, como Texas e Califórnia. Os mexicanos levam com eles o hábito de fumar maconha.

 

 

1911

O Estado de Massachusetts
se torna o primeiro dos EUA a criminalizar o uso de maconha.
Outros 11 Estados fariam o mesmo até 1927.

 

Ver a imagem de origem

 

 

1915

Pancho Villa, um dos líderes da revolução mexicana,
invade a fazenda do magnata das comunicações William Hearst no México e apreende toda sua produção para distribuí-la entre camponeses pobres. A rivalidade entre os dois teria um efeito decisivo para a demonização da maconha nos EUA. Personagem que inspirou o clássico filme Cidadão Kane (1941), Hearst era dono de cerca de 30 jornais e famoso pela fundação da imprensa sensacionalista. Com seus diários, ele intensifica a perseguição contra imigrantes mexicanos e usuários de maconha, praticada pelos veículos do grupo antes mesmo desse episódio. Seus jornais publicavam frequentemente histórias de assassinatos e estupros cometidos por mexicanos, sempre acusados de estar sob efeito da “erva do diabo”. Em sua campanha, ele populariza o termo marijuana, para associar a droga aos hispânicos, e distanciá-la do termo Cannabis indica, que na época ainda era conhecida em todo o país como um remédio.

“Mexicano enlouquecido de marijuana, ataca descontrolado com faca de açougueiro.”
– New York Times, 1925

“Delírio ou Morte: Terríveis efeitos produzidos por certas ervas cultivadas no México”
– Los Angeles Times, 1905

 

 

1916

Na África do Sul,
proprietários de Minas permitem que funcionários fumem maconha três vezes ao dia, para incentivá-los a trabalhar mais.

 

 

1921

Nova lei federal de entorpecentes proíbe o uso recreativo no Brasil.

 

 

1925

Na convenção de Genebra sobre
o Ópio e outras Drogas, representantes do Brasil
e do Egito pedem a inclusão da Cannabis sativa a lista negra.

 

1927

Gravado o primeiro viper blues, Willie the Weeper.

 

 

TOP 5 VIPER BLUES

1- Willie the Weeper, Frankie “Half Pint” Jacob, 1927


2- If You’re a Viper, Stuff Smith and His Onyx Club Boys, 1936


3- When I Get Low, I Get High, Ella Fitzgerald, Chuck Webb and his Orchestra, 1936


4- Reefer Hound Blues, Curtis Jones, 1938


5- Reefer Head Woman, Jazz Gillum, 1938

 

A década de 1930 foi o auge dos “viper blues”, canções sobre maconha de negros que tocavam jazz e blues. “Viper” era uma gíria para designar maconheiros, típica do Harlem, bairro negro de Manhattan, nos anos 20. O termo, víbora em inglês, foi escolhido por causa da semelhança entre o assobio causado na ingestão de fumaça e o sibilo de uma serpente. Um dos músicos negros que usavam a droga foi Louis Armstrong, um dos fundadores do jazz. “Sempre enxergamos a maconha como uma espécie de remédio, uma onda barata que traz pensamentos muito melhores do que os de quem está cheio de bebida”.

LOUIS ARMSTRONG, músico, foi preso por
nove dias em 1931, por porte de maconha.
Em 1954, ele escreveria ao presidente
Dwight Eisenhower pedindo a legalização.

Ver a imagem de origem

 

  • Beatles e a Cannabis
  • Demonização da Cannabis
  • Primeiras famosas “Marcha da Maconha”

Referencias: Esta publicação foi escrita com as fontes da Abril e Founders Grotesck

A cannabis como qualquer outra ferramenta que encontremos na sociedade tem seus lados bons e ruins, que não tenhamos que precisar para apoiar esta causa, muitos já precisam e infelizmente tem que recorrer as formas ilegais de se beneficiar desta planta. E é só uma planta. 

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Ronaldo Vieira

Não sou nada além da predisposição de ser tudo que Ele quiser

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Amanda Gonzalez
01/08/2020 2:01 pm

Lux p’ra nós! 🍎

Romário Vieira
01/08/2020 2:47 pm

Santo remédio milenar. Luz p’ra nós!

Dri
Dri
01/08/2020 3:11 pm

Compartilhando. Luz pra nós!

Leandro Quantum Oliveira.
Admin
01/08/2020 4:17 pm

Excelente série. Luz p’ra nós 🍎

01/08/2020 5:53 pm

Santa medicina!;; Luz p’ra Nós 🍎

Daniel Lucas
01/08/2020 9:50 pm

Imagina o impacto evolutivo se não fosse pelo sistema, luz p’ra nos.

Márcio Henrique
01/08/2020 10:18 pm

Luz pra nós!

MariaFe
02/08/2020 1:26 am

Esses posts estão muito bacanas e trazendo novos leitores! Santa erva!! Luz p’ra nós!

Admin bar avatar
02/08/2020 3:45 pm

luz p’ra nós!

Luiz Cláudio
02/08/2020 10:13 pm

Luz p’ra nós!

Gustavo Borba
01/08/2020 11:47 pm

Uma planta com potencial curativo e ainda não podemos usufruir como deveria ser usufruída. Luz p’ra nós!

José
06/08/2020 12:25 pm

Luz pra nós

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